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PGR e EPIs: como a gestão de riscos protege sua empresa

O PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos é um documento obrigatório que tem como objetivo identificar, avaliar e controlar os riscos presentes no ambiente de trabalho, promovendo a saúde e a segurança dos colaboradores.

Instituído pela NR 1, o PGR substituiu o PPRA e passou a ser fundamental para empresas de todos os portes.


O que é o PGR?

O PGR é composto principalmente por:

Inventário de Riscos

Plano de Ação

Nele são identificados os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, além das medidas de prevenção necessárias.



Qual a relação entre PGR e EPIs?

Os EPIs fazem parte das medidas de controle previstas no PGR. Quando os riscos não podem ser eliminados ou totalmente controlados por medidas coletivas, o uso de EPIs torna-se obrigatório.

Alguns exemplos:

Capacete de segurança – riscos de impacto e queda de objetos.

Luvas de proteção – riscos mecânicos, químicos e térmicos.

Calçados de segurança – riscos de impacto, perfuração e escorregamento.

Proteção respiratória – exposição a poeiras, fumos e vapores.


Assuntos polêmicos sobre PGR e EPIs

Alguns pontos do PGR ainda geram dúvidas e discussões entre empresas e profissionais de SST:

⚠️ “EPI resolve tudo” – Um dos maiores erros é tratar o EPI como solução principal. Pela NR 1, o EPI é a última medida de controle, só deve ser adotado quando não for possível eliminar ou reduzir o risco por medidas coletivas ou administrativas.

⚠️ PGR feito apenas para cumprir a lei – Muitas empresas elaboram o PGR apenas para fiscalização, sem aplicar o plano de ação na prática, o que aumenta o risco de acidentes e autuações.

⚠️ Cópia de PGR de outra empresa – Cada PGR deve ser exclusivo. Copiar documentos ignora riscos reais do ambiente e pode invalidar o programa em uma auditoria ou perícia.

⚠️ Entrega de EPI sem treinamento – Fornecer EPI sem orientação e registro de treinamento não atende à legislação e expõe a empresa a penalidades.

⚠️ EPI sem CA válido – Equipamentos sem Certificado de Aprovação não são aceitos legalmente, mesmo que aparentem boa qualidade.


Conclusão

O PGR deve ser um documento vivo, aplicado no dia a dia da empresa. Os EPIs fazem parte desse processo, mas precisam estar corretamente especificados, com CA válido e acompanhados de treinamento. Segurança não é custo — é prevenção, conformidade legal e responsabilidade com o trabalhador.

 
 
 

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