PGR e EPIs: como a gestão de riscos protege sua empresa
- Arquimedes

- 7 de jan.
- 2 min de leitura
O PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos é um documento obrigatório que tem como objetivo identificar, avaliar e controlar os riscos presentes no ambiente de trabalho, promovendo a saúde e a segurança dos colaboradores.
Instituído pela NR 1, o PGR substituiu o PPRA e passou a ser fundamental para empresas de todos os portes.
O que é o PGR?
O PGR é composto principalmente por:
Inventário de Riscos
Plano de Ação
Nele são identificados os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, além das medidas de prevenção necessárias.
🔗 Saiba mais sobre a NR 1 – PGR: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-01

Qual a relação entre PGR e EPIs?
Os EPIs fazem parte das medidas de controle previstas no PGR. Quando os riscos não podem ser eliminados ou totalmente controlados por medidas coletivas, o uso de EPIs torna-se obrigatório.
Alguns exemplos:
Capacete de segurança – riscos de impacto e queda de objetos.
Luvas de proteção – riscos mecânicos, químicos e térmicos.
Calçados de segurança – riscos de impacto, perfuração e escorregamento.
Proteção respiratória – exposição a poeiras, fumos e vapores.
Assuntos polêmicos sobre PGR e EPIs
Alguns pontos do PGR ainda geram dúvidas e discussões entre empresas e profissionais de SST:
⚠️ “EPI resolve tudo” – Um dos maiores erros é tratar o EPI como solução principal. Pela NR 1, o EPI é a última medida de controle, só deve ser adotado quando não for possível eliminar ou reduzir o risco por medidas coletivas ou administrativas.
⚠️ PGR feito apenas para cumprir a lei – Muitas empresas elaboram o PGR apenas para fiscalização, sem aplicar o plano de ação na prática, o que aumenta o risco de acidentes e autuações.
⚠️ Cópia de PGR de outra empresa – Cada PGR deve ser exclusivo. Copiar documentos ignora riscos reais do ambiente e pode invalidar o programa em uma auditoria ou perícia.
⚠️ Entrega de EPI sem treinamento – Fornecer EPI sem orientação e registro de treinamento não atende à legislação e expõe a empresa a penalidades.
⚠️ EPI sem CA válido – Equipamentos sem Certificado de Aprovação não são aceitos legalmente, mesmo que aparentem boa qualidade.
Conclusão
O PGR deve ser um documento vivo, aplicado no dia a dia da empresa. Os EPIs fazem parte desse processo, mas precisam estar corretamente especificados, com CA válido e acompanhados de treinamento. Segurança não é custo — é prevenção, conformidade legal e responsabilidade com o trabalhador.
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